seu desapego
Lá se vai mais um ano. Esse ano passou tão rápido e ao mesmo tempo, tantas coisas aconteceram. Mas ainda não acabou, faltam praticamente dois meses. Fazem uns dias que completou um ano desde que nos perdemos, sim, faz um ano. Um ano é muito tempo, ou não? “Fico imaginando sua casa seus amigos [...] são histórias esquecidas que um dia eu quis contar pra você. ”
Esperei que passasse, mas não passou, embora eu não fale mais, embora eu não demonstre mais e tenha te deixado finalmente em paz, eu ainda te tenho em algum lugar aqui por dentro. São pensamentos fracos, porém intensos. Te sinto firme demais para sair com facilidade, desimpregnar de vez de mim. Não existiu se quer um dia desse ano em que eu não tenha pensado em você, a única diferença que distingue o início desse ano do fim é que eu não tenho chorado mais.
Não choro por fora, mas por dentro meu coração dói. Sinto sua falta, mas não sei se queria você perto de mim. Mesmo assim sinto sua falta. Pensei em te ligar, mas não há nada a ser dito, tenho medo do que posso ouvir. Sabe, nesse último ano descobri que existem palavras que conseguem ser piores do que o silêncio, até mesmo aquele agoniante. Nada sei mais da sua vida e prefiro que seja assim, mesmo assim: você continua a fazer falta nas minhas madrugadas.